Babaçu

Attalea speciosa Mart. ex Spreng.

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Usada de múltiplas formas, a palmeira babaçu tem nos seus frutos a parte mais nobre. Das diversas camadas das suas cascas é possível fazer farinha para uso alimentício, carvão, adubo e outros. Das suas amêndoas se extrai o óleo de babaçu, utilizado principalmente na culinária e na indústria de cosméticos. Ocorre em várias regiões do Brasil, principalmente na área de transição entre os biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia, extensa região entre os estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí.
Ficha Técnica
  • Família Botânica Arecaceae
  • Nome Científico Attalea speciosa Mart. ex Spreng.
  • Bioma(s) Amazônia,Cerrado,Caatinga
  • Territorio(s) TC Médio Mearim (MA)
  • Porte da Planta Palmeira 10 a 30 metros de altura entre 20 a 50 centímetros de diâmetro.
  • Parte Colhida Fruto e folha
  • Floração Janeiro a abril
  • Frutificação Junho a dezembro, com o pico de queda de agosto a dezembro.
  • Usos Produção de óleo, sabonetes, sabão, detergentes, cosméticos, leite da amêndoa de babaçu, farinha de mesocarpo, carvão, artesanatos, entre outros. As comunidades tradicionais dizem que do babaçu se aproveita praticamente tudo. Das folhas da palmeira pode se fazer armação de coberturas para casas e confecção de artesanatos como cestos, peneiras, esteiras e entre outros. Já o caule (estipe) pode ser usado na marcenaria ou como adubo natural. O fruto ou coco também é aproveitado por inteiro. Da parte externa, conhecida como epicarpo, pode-se fazer xaxim, queima em fornos caseiros, adubo orgânico, entre outros usos. Do mesocarpo, a camada abaixo do epicarpo, é possível extrair farinha amilácea comestível, que pode ser utilizada para bolos, mingau, biscoitos e outros tipos de alimentos, ou como insumo para industria de cosméticos. O endocarpo, a camada mais dura, pode ser usado para confecção de artesanatos, carvão e outros. Da semente ou amêndoa, a parte mais nobre do fruto, pode se extrair o óleo de babaçu para ser usado na culinária, na fabricação de sabão, detergentes, cosméticos, lubrificantes, biodiesel e fitoterápicos. Por processos diferentes, pode-se extrair o leite de coco babaçu, ingrediente culinário muito nutritivo e valorizado por múltiplos usos. O bagaço do processamento da amêndoa, conhecido como torta, pode ser usado como suplemento animal ou como adubo orgânico.

Saiba mais sobre o babaçu 

Nas formações florestais com alta predominância de babaçu, também conhecidas como babaçuais ou Mata dos Cocais, as comunidades agroextrativistas de diferentes regiões também chamam o babaçu por outros nomes, tais como: coco-palmeira, coco-de-macaco, coco-pindoba, andajá, indaiá, baguaçu, uauaçu, catolé, pindoba, pindobassu e muitos outros.

A Attalea speciosa Mart. ex Spreng. é a espécie de maior amplitude de ocorrência e importância econômica. Outras espécies próximas também são denominadas babaçus, como Attalea eichleri (Drude) A.J. Hend. e Attalea vitrivir Zona.

Os grandes cachos de babaçu podem ter entre 300 a 500 frutos. Quando amadurecem os frutos caem, e no chão, estão prontos para serem colhidos pelas quebradeiras de coco, mulheres de comunidades tradicionais agroextrativistas que têm nessa planta a base da sua sobrevivência econômica e cultural. Além de realizar a coleta e todo o processamento, as quebradeiras também se organizaram para lutar pelos direitos de reconhecimento territorial, especialmente pelo livre acesso aos babaçuais em áreas públicas e privadas.

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Quebradeira-de-coco babaçu do Médio Mearim. Foto©Marcos Toledo/Embrapa Cocais © Marcos Toledo/Embrapa Cocais
Multiplos usos

As comunidades tradicionais dizem que do babaçu se aproveita praticamente tudo. Das folhas da palmeira pode se fazer armação de coberturas para casas e confecção de artesanatos como cestos, peneiras, esteiras e entre outros. Já o caule (estipe) pode ser usado na marcenaria ou como adubo natural.

O coco também é aproveitado por inteiro. Da parte externa, conhecida como epicarpo, pode-se fazer xaxim, queima em fornos caseiros, adubo orgânico e etc. Do mesocarpo, a camada abaixo do epicarpo, é possível extrair farinha amilácea comestível, que pode ser utilizada para bolos, mingau, biscoitos e outros tipos de alimentos, ou como insumo para industria de cosméticos. O endocarpo, a camada mais dura, pode ser usado para confecção de artesanatos, carvão e outros. Da amêndoa, a parte mais nobre do fruto, se extrair o óleo de babaçu para ser usado na culinária, na fabricação de sabão, detergentes, cosméticos, lubrificantes, biodiesel e fitoterápicos. Por processos diferentes, pode-se extrair o leite de coco babaçu, ingrediente culinário muito nutritivo e valorizado por múltiplos usos. O bagaço do processamento da amêndoa, conhecido como torta, pode ser usado como suplemento animal ou como adubo orgânico.

Onde encontrar produtos de babaçu?

Central do Cerrado - (cooperativa de grupo de produtores). Setor de Expansão Econômica de Sobradinho, Quadra 14, Lot3, Sobradinho-DF. Telefone: (61) 3327-8489. 
Email: centraldocerrado@centraldocerrado.org.br 
http://www.centraldocerrado.org.br 
Facebook: https://www.facebook.com/CentralCerrado/

Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Lago do Junco
Rua Nova Brasília, 200, Bairro Nova Brasília, Lago do Junco/MA. CEP: 65.710-000
Tel.: (99) 3634 1463 / (99) 3642 2152
E-mail: coppalj@gmail.com / assemacomercio@assema.org.br

Associação das Mulheres Trabalhadoras Rurais de Lago do Junco e Lago dos Rodrigues
Endereço: Travessa Primeiro de Maio, 55, Lago dos Rodrigues, MA, CEP: 65.712-000
Tel.: (99) 3642 2152
E-mail: assemacomercio@assema.org.br
Site: www.assema.org.br

Associação de Mulheres Rurais do Sítio Macaúba
Endereço: Sitio Macaúba, s/nº, Barbalha – CE
Telefone: (88) 9926 9422 / 9975 3799 / 9951 2590
E-mail: assmulheresbabacu@yahoo.com.br, tessonpb@yahoo.com.br, asshorizonte@yahoo.com.br, fararipe.org@terra.com.br, assmacauba@yahoo.com.br

Associação em Assentamentos no Estado do Maranhão (ASSEMA). Endereço: Rua da Prainha 551, São Benedito, CEP 65725-000Telefone: (99) 3642-2061. Site: www.assema.org.br

Cooperativa dos Pequenos  Produtores Agroextrativistas de Esperantinopolis LTDA (COPAESP) Rua Getulio Vargas, nº 1113, Esperantinópolis - MA
CEP.: 65 750-000. Tel: (99) 3645-1916
Email: coopaesp@bol.com.br