Plantas Prioritárias

O Projeto Bem Diverso escolheu 12 espécies de plantas para desenvolver boas práticas de extrativismo sustentável. As espécies foram escolhidas pela importância que têm para as comunidades rurais; ocorrências nas proximidades ou dentro de unidades de conservação; volume colhido e apoio de políticas públicas, apoiando a sua colheita, comercialização e manejo. 

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Andiroba /Carapa guianensis Aubl.

O óleo da andiroba, extraído das sementes da andirobeira é usado há séculos pelas populações amazônidas, especialmente para fins medicinais. Nos últimos anos, esse produto vem ganhando mercado dentro e fora do Brasil, sendo explorado principalmente pela indústria de fármacos e cosméticos. Dessa forma, o óleo se tornou uma importante fonte de renda para comunidades agroextrativistas da Amazônia.

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Araticum /Annona crassiflora

Também conhecido como panã , marolo, condessa, bruto ata , e outros, o araticum é fruto típico de áreas secas e arenosas do Cerrado brasileiro. Seu nome deriva do tupi que pode significar “fruto do céu”, “fruto mole”, ou ainda “árvore rija e dura”.

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Açaí /Euterpe oleracea, Mart

O açaí é fruto da palmeira açaizeiro, típica das florestas de várzea do estuário amazônico e de áreas úmidas de terra-fime. Do fruto do açaizeiro se extrai a polpa, de coloração roxa intensa, que pode ser transformada em sucos, sorvetes, bolos, geléias e até farinha desidratada usada em diversos fins. A procura pelo açaí já ultrapassou as barreiras nacionais, o produto já chegou a vários países do mundo que apreciam o produto principalmente por seus benefícios à saúde.

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Babaçu /Attalea speciosa Mart. ex Spreng.

Usada de múltiplas formas, a palmeira babaçu tem nos seus frutos a parte mais nobre. Das diversas camadas das suas cascas é possível fazer farinha para uso alimentício, carvão, adubo e outros. Das suas amêndoas se extrai o óleo de babaçu, utilizado principalmente na culinária e na indústria de cosméticos. Ocorre em várias regiões do Brasil, principalmente na área de transição entre os biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia, extensa região entre os estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí.

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Castanha-do-brasil, castanha-da-amazônia ou castanha-do-pará /Bertholletia excelsa Bonpl.

Conhecida como Rainha da Floresta Amazônica, a majestosa castanheira produz a castanha-do-brasil, uma semente muito saborosa de alto valor nutritivo e por isso muito valorizada no mercado nacional e internacional. Ocorre praticamente em toda Amazônia nas áreas de florestas de terra firme e tem relação direta com a conservação ambiental. Ela também é conhecida pelos nomes: castanha-do-pará, castanha-da-amazônia, castanha, castanheira, castanha-verdadeira, castanheiro, amendoeira-da-América, castanha-mansa e muitos outros.

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Coquinho azedo /Butia capitata (Mart.) Becc.

O coquinho azedo é uma palmeira nativa do Cerrado, típica de áreas com vegetação aberta e solos arenosos próximos das margens de rios e córregos. Os frutos são arredondados e nascem em cachos que, quando maduros, tornam-se de coloração amarelada. Sua polpa fibrosa é muito rica em vitamina A e C, potássio e óleos. De sabor azedo a adocicado, o coquinho azedo é muito apreciado pelas populações do Cerrado no preparo de sucos, sorvetes, polpas e geleias, dentre outros.

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Licuri /Syagrus coronata (Mart.) Becc.

O licuri é uma imponente palmeira com ampla distribuição pelo bioma Caatinga, ocorrendo principalmente a leste do Rio São Francisco, além de ocupar áreas disjuntas ao longo do bioma Mata Atlântica e zonas de transição entre os cerrados e caatingas. Para muitas comunidades agroextrativistas e povos indígenas do Nordeste do Brasil o licuri é uma das plantas de maior importância cultural e socioeconômica, contribuindo para a subsistência e a geração de renda de diversas famílias rurais. Do licuri podemos aproveitar praticamente tudo, das folhas se produz belíssimos artesanatos, os frutos são bastante apreciados pelas populações locais e utilizados na alimentação familiar e de animais domésticos, de suas amêndoas se produz uma diversidade enorme de alimentos e além de um delicioso óleo, muito nutritivo e bastante usado na culinária regional.

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Maracujá-do-mato ou maracujá da Caatinga /Passiflora cincinnata Mast.

Trata-se de uma espécie trepadeira perene que ocorre no Cerrado e na Caatinga, bastante resistente a períodos de seca. As flores são vistosas, com tonalidades de lilás, vinho e verde. Seu fruto é de casca esverdeada, mesmo quando maduro, e a polpa é branca, com muitas sementes. Sua acidez é mais acentuada do que o maracujá amarelo (P. edulis), com perfume e sabor intenso. É altamente nutritivo, contendo potássio, ferro, fósforo, cálcio e várias vitaminas. Sua belíssima flor, com longas fibras lilás, tem perfume acentuado que atrai polinizadores, principalmente mamangavas.

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Pequi /Caryocar brasiliense Camb.

O pequizeiro é uma árvore típica do Cerrado, cujos frutos são conhecidos como pequi, e dependendo da região, seus nomes podem variar para piquiá-bravo, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, pequiá, pequiá-pedra, pequirim, suari e piquiá. O seu cheiro e gosto marcante simbolizam toda uma cultura de populações tradicionais do Cerrado que tem nesse fruto sua base alimentar e ainda, uma importante fonte de renda advinda do extrativismo sustentável.

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Umbu /Spondias tuberosa

O umbu é fruto do umbuzeiro, uma das frutíferas mais importantes da Caatinga. Também conhecido como imbu, ambu e ombu, o umbu tem sabor cítrico adocicado, com formato arredondados, casca lisa ou com pelos e com caroço no meio. É muito resistente a longos períodos de estiagem, em virtude da perda de folhas durante o verão e também por conta das suas raízes em forma de batatas que acumulam água.

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Veludo /Tachigali subvelutina (Benth.) Oliveira-Filho

O veludo, também conhecido como carvoeiro ou carvoeiro do cerrado, é uma árvore semidecídua, ou seja, perde parte de suas folhas durante a época seca. Ocorre nas áreas de quebra de relevo em solos rasos de encosta do território do Alto Rio Pardo. A madeira é muito usada para produção de carvão e lenha, florestamento de áreas degradadas e arborização. Algumas comunidades rurais do norte de Minas Gerais também utilizam os troncos dessa árvore para confecção de mourões de cercas e outros tipos de construções que exigem resistência da madeira ao tempo.

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