Seminário discute estratégias para fortalecimento de agroindústrias no Acre

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Um dos principais objetivos do Seminário é discutir a necessidade de adequação da legislação sanitária à realidade da agricultura familiar e de povos e comunidades tradicionais 

Definir estratégias para consolidar a cadeia de produtos como açaí, castanha-do-brasil, borracha e óleos. Essa é uma das metas do Seminário da Agricultura Familiar e Sociobiodiversidade do Acre, que ocorre de 3 e 5 de dezembro, no Villa Rio Branco Hotel Concept, na capital acreana. Com o tema desafios e oportunidades da agroindustrialização e inspeção sanitária, a atividade reúne cerca de 150 participantes, entre gestores e técnicos de instituições da cadeia agroindustrial, extrativistas, extensionistas, pesquisadores e estudantes de áreas correlatas.

O evento é uma realização da Câmara de Comercialização da Sociobiodiversidade e da Produção Familiar do Acre e conta com o patrocínio do Projeto Mercados Verdes e Consumo Sustentável, uma parceria entre a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar do Desenvolvimento Agrário (Sead), com participação do Bem Diverso (Embrapa, Gef, PNUD). 

A Embrapa Acre integra e apoia o evento, por meio do projeto “Qualidade da matéria prima, do processamento de açaí e café e gestão de agroindústrias familiares do Acre – Fortalece”, iniciado em 2017 e que desenvolve ações com foco no fortalecimento de empreendimentos familiares no Acre.

A analista Dorila Gonzaga, líder do projeto, explica que um dos principais objetivos do Seminário é discutir a necessidade de adequação da legislação sanitária à realidade da agricultura familiar e de povos e comunidades tradicionais do Acre, tema que também tem sido contemplado pelo projeto Fortalece, em ações conjuntas com agentes da vigilância sanitária e de instituições que apoiam a produção extrativista. “Essa é uma questão fundamental para a economia do estado. Com a agregação de valor dos produtos da biodiversidade e a formalização das agroindústrias, haverá um incremento no desenvolvimento regional e na renda das propriedades familiares. Esse cenário estimulará a organização da produção agroextrativista, assim como a valorização dos produtos florestais”, afirma.

Seminário discute estratégias para fortalecimento de agroindústrias no Acre

Seminário discute estratégias para fortalecimento de agroindústrias no Acre



Seminário discute estratégias para fortalecimento de agroindústrias no Acre © Diva Gonçalves, Embrapa Acre

De acordo com Jarlene Gomes, coordenadora da representação do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) no Acre, a maioria das exigências sanitárias é inadequada à produção em pequena escala e cria dificuldades para a atividade agroindustrial nos empreendimentos da agricultura familiar. “É primordial que se discuta uma legislação que tenha procedimentos mais simples e que seja acessível à pequena produção”, salienta.

Com essa finalidade, técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) estão trabalhando em uma legislação estadual que atenda à segurança sanitária e que ofereça viabilidade aos pequenos produtores, de modo a estimular o registro e a formalização das agroindústrias como alternativas de promoção de acesso aos mercados. “O evento irá proporcionar a apresentação e um debate saudável sobre o Projeto de Lei Estadual de Produtos Artesanais de Origem Vegetal. Sabemos que a questão sanitária é um gargalo da cadeia e com a aprovação da legislação todos iremos ganhar”, comenta Ligiane Lopes, gerente de inspeção de produtos de origem vegetal do Idaf.

Além da Embrapa, do Ipam e do Idaf, o Seminário tem o apoio da WWF-Brasil, Sebrae Acre, Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Secretaria de Desenvolvimento Florestal (Sedens), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e From Amazônia.

 

Fabiano Estanislau (Mtb 453/AC) 
Embrapa Acre 

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