Restauração do Cerrado

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Você sabe o que é muvuca?

Além de designar a aglomeração de pessoas, o termo também dá nome a uma técnica empregada na restauração ecológica que reúne e mistura diversos tipos de sementes de espécies nativas para serem plantadas via semeadura direta e, assim, recompor uma paisagem antes degradada.

O método da semeadura direta já é bastante conhecido e difundido pelo Grupo de Coletores e Restauradores da RDS Nascentes Geraizeiras do Alto Rio Pardo, MG. Formado por jovens, adultos e anciões no âmbito do Projeto Bem Diverso, há dois anos esse Grupo reproduz e multiplica essa e outras técnicas de restauração por meio de oficinas realizadas em diferentes comunidades no Território.

No dia 06/12 aconteceu mais uma dessas oficinas de restauração, lá na Escola Família Agrícola Nova Esperança, a EFA de Taiobeiras – MG. Ministrada por professores da Escola, técnicos locais do Bem Diverso, e da Embrapa Cenargen e também por integrantes do Grupo de Coletores e Restauradores; a oficina contou com a participação de estudantes, , professores, técnicos e agricultores da região, que em uma antiga área de cascalheira, instalaram uma unidade demonstrativa de restauração para ser acompanhada e monitorada pelos estudantes e professores da Escola.

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Três dias depois, a técnica e a prática da semeadura direta de sementes voltou a ser aplicada, agora na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeiras, na comunidade de Roça do Mato, em Montezuma, MG, em uma área de plantio de eucalipto abandonada.

“Isso pra gente é um símbolo de luta e resistência, de apropriação de nosso território. O objetivo não é só restaurar as áreas degradadas e as nascentes de água que se restituem no solo, mas é também o resgate dos modos de vida das comunidades tradicionais geraizeras. Também promovemos a educação ambiental entre as comunidades, para que saibam fazer o manejo correto do Cerrado, além de ser uma forma de evitar o êxodo rural dos jovens locais. Nossa união contagia as pessoas”, diz a jovem restauradora Fabrícia Santarém, integrante do Grupo de Coletores e Restauradores. 

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“A coleta, beneficiamento e os plantios de sementes somadas as práticas de conservação de solos e o monitoramento do sucesso da restauração das áreas de Cerrado no Território Alto Rio Pardo segue em 2020 sendo feito pelo grupo de Coletores e Restauradores; transformando a paisagem, os modos de vida local e gerando renda para as comunidades. O fortalecimento e a consolidação desse Grupo são o grande desafio posto ao Projeto ainda para o próximo ano e, com ele, tornar realidade a formação de um Centro de Referência em Restauração e Manejo do Cerrado”, diz Anderson Sevilha, coordenador nacional do Projeto. “Para se ganhar escala com a restauração de áreas, faz-se necessário ganhar escala na mobilização e no envolvimento de pessoas e comunidades nessas atividades. E isso, esse Grupo percebeu e vem fazendo; que as mudanças que desejam para o seu Território, dependem, de fato, do seu trabalho e do próprio esforço”, finalizou.

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