Resgate histórico e geração de riqueza no Alto Rio Pardo de Minas

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Atividades do Projeto resgatam as histórias dos povos tradicionais a partir do extrativismo sustentável em uma área de transição entre os biomas Cerrado e Caatinga

O Alto Rio Pardo é um território rico de diversas formas, entre elas seus frutos, tradições e povos. Nesse território existem povos Geraizeiros, catingueiros, quilombolas, vazanteiros, ribeirinhos entre outros. Esses povos ocupam o território desde o século XVII e parte de sua cultura vem sendo resgatada através de iniciativas como o Projeto Bem Diverso. 

Localizado no norte de Minas Gerais (MG), numa área de transição entre os biomas Cerrado e Caatinga, no Território da Cidadania (TC) Alto Rio Pardo estão sendo resgatadas, de maneira sustentável, formas de cultivo e uso de frutos nativos da região, como o pequi, coquinho azedo, araticum, maracujá-do-mato. Os frutos produzidos nessa região, além de alimento, são fonte de renda para muitas famílias que lidam com extrativismo, atividade mais antiga até mesmo que a agricultura, pecuária e a indústria. As famílias de Alto Rio Pardo trabalham com estes frutos de maneira sustentável, mas, parte da produção, segue escoada por atravessadores, que compram a produção por um preço baixo e vendem em outros locais por um valor bem maior. 

“O Projeto Bem Diverso possibilita o resgate da nossa cultura, não apenas de produção, e também mostra o nosso potencial produtivo e econômico”, frisa a jovem comunicadora do TC, Edianilha Ribas. Ela ainda destaca o engajamento dos pesquisadores e técnicos da Embrapa Anderson Sevilha, Simone Mazer, Juliana Loureiro e Nondas Silva, que colaboram diariamente nas atividades do Projeto na região. Entre os objetivos do Projeto estão a agregação de valor aos produtos com retorno ao extrativista, certificação do processo de produção e a aproximação do produtor com os compradores e demais mercados.

Destacam-se no Território as oficinas de restauração do Cerrado; de capacitação em comunicação com as comunidades; de melhores práticas para o cultivo do café no sistema de produção das chácaras sombreadas, a partir das paisagens florestais de múltiplos usos. As ações ainda possibilitaram que os grupos capacitados em comunicação, coleta de semente se tornem multiplicadores de conhecimento em suas próprias comunidades.

No ano de 2019, estão propostas atividades em outras cidades como São João do Paraíso, Ninheira, Taiobeiras entre outras, buscando novos parceiros para a continuidade do projeto no Território.

Saiba mais sobre o Teritório: https://bit.ly/2Sg2opr.

Lara Stahlberg, Agência MOC
Com informações de Edianilha Ribas, jovem comunicadora do Território.

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