Manejo do pequi é foco de formação EaD para agroextrativistas do Cerrado

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Entre os dias 22 de março e 23 de abril, um novo módulo do Programa de Formação em Agroextrativismo no Cerrado será oferecido aos agricultores familiares de organizações parceiras. Desta vez, o foco é o manejo do pequi. 

O módulo será gratuito, terá 40 horas e contará com videoaulas, apostilas e aulas virtuais abordando temas que vão desde as boas práticas de manejo ambiental até a produção de caroço, polpa, óleo e mudas de pequi. A certificação será feita pelas entidades organizadoras para quem cumprir, no mínimo, 70% das atividades previstas.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a iniciativa EaD tem como objetivo contribuir para o aprimoramento da produção agroextrativista, além de viabilizar uma estratégia de uso sustentável da biodiversidade, de forma a possibilitar a melhoria da qualidade de vida das comunidades e povos tradicionais do Cerrado ao gerar renda a partir da comercialização dos produtos. 

“Esperamos contribuir para o fortalecimento do agroextrativismo no Cerrado com foco no empoderamento das pessoas e na viabilidade social e econômica de seus empreendimentos. Neste momento em que as atividades presenciais estão inviabilizadas, vimos nessas formações EaD uma boa oportunidade de contribuir para o aprimoramento das ações e consolidação do conhecimento e das trocas entre os agroextrativistas”, conta Luis Carrazza, secretário-executivo da Central do Cerrado e coordenador do curso.
 
Em 2020, um módulo sobre boas práticas de gestão, organização da produção, beneficiamento, comercialização, logística, rastreabilidade, tributação, rotulagem, comunicação, marketing e manejo do baru inaugurou o Programa de Formação em Agroextrativismo no Cerrado. O curso contou com 100 participantes entre agroextrativistas, indígenas, estudantes, técnicos e interessados na área.
 
O módulo sobre pequi é oferecido pela Central do Cerrado, pelo WWF-Brasil, pela União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), pela Universidade de Brasília (UnB), pelo Núcleo do Pequi e conta com o apoio o Projeto Bem Diverso.