Comunidade de Ouricuri se reúne para debater resultados da oficina de mapeamento participativo

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O encontro foi realizado no Território da Cidadania do Sertão do São Francisco (BA) e reuniu cerca de 25 pessoas da comunidade

Localizado na zona rural do município de Uauá (BA), o Fundo de Pasto de Ouricuri está passando pelo processo de mapeamento histórico do uso dos recursos da comunidade, que integra o Território da Cidadania do Sertão do São Francisco.  Na sexta-feira (15), cerca de 25 pessoas se reuniram para ver os primeiros resultados da oficina de mapeamento participativo, realizada em abril de 2018 pelo Projeto Bem Diverso. Ao todo, foram apresentados quatro mapas temáticos, que envolvem o histórico da ocupação da comunidade, além do mapeamento e diagnóstico dos agroecossistemas das áreas coletivas, individuais e dos roçados. 

De acordo com o pesquisador da Embrapa Fabrício Bianchini, a proposta do mapeamento participativo surgiu da própria comunidade, uma vez que esse método permite que faça um levantamento de questões inerentes à formação organizacional do fundo de pasto a partir da demarcação do espaço geográfico. “Incialmente, esse trabalho de mapeamento é para a autodemarcação desse espaço de ocupação que, muitas vezes, tem mais de 200 anos. Outra questão do mapeamento é entender como eles trabalham esse agroecossistema, como manejam e quais os subsistemas que compõem a comunidade, ou seja, entender um pouco sobre o território e as dinâmicas de uso dos recursos naturais”, afirma Bianchini.

Para o atual presidente da Associação da Comunidade de Ouricuri, Alcides Peixinho, o resultado da oficina de mapeamento participativo é a concretização de um desejo da comunidade. “É um sonho que conseguimos conquistar. Hoje, temos um mapa mais seguro que contou com a ajuda de todos que sentaram e desenharam. Agora, o resultado está aí: Aqui é Ouricuri”, comemora.

Próximas ações

Após a finalização do encontro, os mapas temáticos estão em processo de avaliação da comunidade para que possam corrigir e acrescentar informações que foram esquecidas na primeira etapa. A proposta é transformar o atlas em um produto impresso que, para além da presença dos mapas confeccionados, compartilhe as histórias e o modo de vida da comunidade através de texto autorais. “Temos que criar coisas novas daqui para frente para que as próximas gerações possam estudar a nossa história, a história da nossa família”, defende Alcides.

Ingryd Hayara

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